Para ti

quarta-feira, fevereiro 18, 2015


Não, não estou a escrever isto para ti. Escrevo para mim.

Não sei o porquê nem tão pouco como mas à caminhos que simplesmente têm um fim. Um fim inesperado, um fim num penhasco alto, um fim repentino demais.

Talvez fosse eu que estivesse demasiado envolta na nossa vida juntos, talvez fosse eu que tivesse esquecido o mundo lá fora para ficar no aconchego dos teus braços, talvez fosse eu e a culpa toda minha... mas não. Eu vivi, eu apaixonei-me, eu lancei todas as cartas do baralho e apostei toda a minha felicidade. Apostei em nós. Acreditei. Tu? Tu mentiste lembras-te? Mentiste e consegues ainda ter em ti o pensamento de que tudo é destino ou que tudo dependeu apenas de mim.

Eu amei sabes? De todas as formas que é possível amar. Por entre todos os sorrisos e todas as esperanças. Por entre todas as lágrimas que sem querer me caíram. Por entre todas as palavras que me iludiram e me magoaram. Por entre tudo de tão bom e tão belo e entre o mau.

Eu só queria ser feliz. Porquê? Porquê que não é permitido ser contigo? Talvez um dia eu encontre essa explicação. E talvez nesse dia, talvez, essa explicação esteja no olhar apaixonado de outro homem. No amor incondicional que ele tiver por mim. Nos abraços apertados que ele me der quando eu estiver triste. Nas festinhas no cabelo para eu adormecer. No carinho quando me vir cansada. Nos beijos sinceros quando eu estiver louca de ciúmes. Nas datas especiais que nunca se irá esquecer. Nas surpresas preparadas com amor. Na verdade das suas palavras. Nas danças em que for o meu príncipe encantado. E em tudo. Em tudo e em cada gesto que tiver e que tu nunca tiveste. É aí que eu vou ser feliz e é aí que vou encontrar a resposta que neste momento procuro. É aí que vou viver e acreditar na beleza dos meus sonhos. Porque tu, tu que estás a ler isto, tiveste o mundo nas mãos, o meu mundo, e preferiste viver apenas o teu...

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